terça-feira, abril 17, 2012

Rei morto, rei posto



Mais sobre a monarquia espanhola, supostamente o que já se sabia desde 2006 a vir a lume romper com o aparente véu do sangue imaculado azul e nobre - nos valores e rectidão, cof cof - que súbditos nenhuns gostam de ver manchado. Afinal, o cristal virou cacos aquando da cimeira onde Zapatero falava, Chávez, discordando, interferiu no discurso do mesmo e Juan Carlos, o monarca, apontando com o dedo a Chávez, inicialmente e, como este não se tivesse deixado intimidar pelo dedo de júpiter do monarca, disse alto e bom som: Porque no te callas?, que deve ser discurso que treinou com os príncipes herdeiros, seus filhos e descendentes, surpreendeu tudo e todos e correu mundo. Uma falta de polidez, de sensibilidade e de espírito democrático. 
Os valores rareiam mas dos monarcas esperamos a patine, ao menos isso.
Agora, ver um monarca sorrindo orgulhoso do tr(i)unfo de ter arrancado dentes de marfim a um elefante ou de sabê-lo habitué a matar búfalos aos pares, a coisa agrava.
Venha o próximo monarca, ou acabe-se com a monarquia (que é uma máquina de despesismo) dizem os espanhóis, não precisamos de rei e este ficará na história pelos piores motivos.






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