quarta-feira, junho 30, 2010

É preciso reagir, ainda que mal!!!


O país está mal, não importa desde quando. Importa, antes de mais, salvar os vivos, os sobreviventes da asfixia económica, das políticas impostas e dos estados febris e caóticos. Vivemos na fronteira do abismo. E a nossa preocupação e tempo de antena vão para o mundial de futebol, a copa, o Carlos Queiroz e o Cristiano Ronaldo. Mais alguma coisa? Ah, o campeonato europeu que já se avizinha... As Scut, o Pec, a subida de impostos, da taxa euribor e do diabo a quatro só importam para o encolher de ombros....O Rebanho permanece unido...será? Não estarão as "tapes" gastas, do políticamente correcto? Porque teremos que ser politicamente correctos, se em primeiro lugar nem políticos somos? O que nos faz tão serenos e mansos? Porque gostamos tanto que nos envernizem os miolos? A um país embriagado de aparências, ofuscado por trivialidades, para quando a consciência e a mudança de atitude? Só falta baixarmos mais o rabinho e continuarmos nestas sevícias políticas tão do agrado de quem detém o poder. Continuar assim?....

terça-feira, junho 22, 2010

Os tempos eram de marinheiro

...e os n�s cegos eram os preferidos!

Jafumega.

segunda-feira, junho 14, 2010

Não há facilitismos nem incongruências

...na proposta de educação, bem como não há mentiras na política, apenas inverdades e omissões.
A culpa deste estado de coisas é do conformismo tuga face ao poder e ao abuso dele, não será? Inicialmente por preguiça, depois por uma chantagem-não-necessária-verbalizar-por-quem-de-direito e a consolidação do nosso id - cinzento e conformista - há-de ser, não culpa do Papa e nem da Igreja, que prosseguem no planeta Vaticano a sua vidinha de governar um rebanho católico. Não é, certamente, culpa do presidente Obama (que deve ter pepinos em grande escala para resolver), nem de costas alheias nenhumas, que não sejam as nossas. Vamos pagar Scuts e usar os benditos chips, vamos ver os nossos repetentes militantes a passar de um 8º ano para o 10º através de um teste americano de verdadeiro e falso. Se a crise estala o verniz (créditos saltam a público) de famílias e ameaça a ruína, se os sindicatos na sua impotência de diálogo com o governo nada conseguem para proteger os trabalhadores (para quê a existência deles?), se o mesmo governo nos pede contenção obrigatória e nos retira regalias e nos dá mais encargos, com impostos e taxas e por seu lado, se fica a gozar em jactos hiper-sónicos cheios de mordomias e viagens e paraísos marados com password, se peritos na matéria nos alertam todos os dias de que a Europa caminha na direcção errada (Joseph Stiglitz -Catarse ), se a ambição desmedida, com base no modelo americano ruído é o que nos conduz nestas caminhadas obstinadas, acordaremos a tempo de virar o barco e o levar a bom porto? Que de tangas estamos nós cheios!!!
Todos os dias recebemos na caixa de correio electrónico emails denunciadores de situações escusas, sem qualquer pudor, de comportamentos (desviantes é o termo correcto) que violam a democracia, que nos empurram para uma austeridade a fazer-nos recordar o 25 de Abril, - a causa -vamos andar a contar os tostões para pagar as dívidas. Qualquer dia pagamos para trabalhar, para nos darem emprego, para nos aceitarem como cidadãos do país. Qual país se auto-intitula país quando não protege e ofende os seus cidadãos?? Não há facilitismos na crise, porque eles estão no poder, lá em cima a rasar o céu, bem ao lado de um deus qualquer que os cobre e os legitima poderosos. E só é verdade aquilo que o governo disser. Como diz Mário Crespo, na sua Última Crónica, no capítulo Notícias de uma morte não noticiada (em que escreve sobre as divisórias do jornalismo vivido actualmente e de que forma se traduz isso na realidade), "...uma entidade realmente independente que não hesita em criticar e morder a mão que a fez nascer e alimenta."
Deixa de ser relevante falar nos atalhos que nascem do caminho principal do poder. Eles lá sabem. O que se torna feio, medonho, terrível é a falta de brio profissional, a falta de pudor e a ingratidão. Mas de alguma maneira, sabemos que foi sempre assim. Nós damos poder e seremos servidores dele.
Se puderem ler ainda no mesmo blog, a discrepância de valores (...) monetários entre a coroa espanhola e a presidência da república, por certo, irão ter a noção de que a avalanche de emails recebidos a "chibar" todo o estado em geral, não só faz sentido como ainda oculta muito.
Doem-me os ossos, doi-me a parte interna dos joelhos, doi-me a barriga....
A tentar lembrar-me de uma música do Sérgio Godinho e a pensar noutra, a dos Vampiros do Zeca Afonso. Precisaremos nós de um par de bofetadas para acordar?
Enquanto isso, vamos programar as férias pagas com cartão de crédito em suaves prestações mensais. Só não me posso esquecer é de que a partir de 1 de Julho, já entra em vigor o uso dos chips e o pagamento de 8 cênt/km... Onde é que eu ia? Ah, a máquina fotográfica e o carregador, o telemovel, o portátil, o relógio que � rolex, as sandálias Louis Vitton e o protector 20 contra os raios solares. Acabam-se os facilitismos aqui. Pum, como diria o Lobo Duarte.




domingo, junho 13, 2010

People are strange

Jimmy Summerville dos Communards aqui a cantar uma musiquinha do outro Jim. O Morrison.People are strange when you're a stranger Faces look ugly when you're alone Women seem wicked when you're unwanted Streets are uneven when you're down When you're strange Faces come out of the rain When you're strange No one remembers your name When you're strange When you're strange When you're strange People are strange when you're a stranger Faces look ugly when you're alone Women seem wicked when you're unwanted Streets are uneven when you're down When you're strange Faces come out of the rain When you're strange No one remembers your name When you're strange When you're strange When you're strange When you're strange Faces come out of the rain When you're strange No one remembers your name When you're strange When you're strange When you're strange