segunda-feira, novembro 30, 2009

Swine Flue Scandal, mere Propaganda?

A Dra. Rauni Kilde (ex-ministra da Sa�de da Finl�ndia) explica. E n�s gostamos de saber.

terça-feira, novembro 17, 2009

Exig�ncia vs Ousadia

A carta foi em resposta a an�ncio publicado em site famoso de procura e oferta de trabalho nacional... O jovem j� merecia o cargo, se o quisesse! Assim anda o mercado de trabalho...

Um jovem rec�m licenciado na �rea leu-o e achou que devia responder � letra!
A Revista Vis�o de 16 de Julho publica um artigo sobre o jovem que
deu esta resposta!

A XXXXXXXXXX est� a aceitar candidaturas para est�gio na �rea de Design
Requisitos Acad�micos: Finalista ou rec�m-licenciada(o) em Design
Compet�ncias pessoais :
* Poder de comunica��o;
* Iniciativa;
* Auto-motiva��o;
* Orienta��o para resultados;
* Capacidade de planeamento e organiza��o;
* Criatividade
Compet�ncias t�cnicas:
Conhecimentos nos seguintes programas/linguagens
� Adobe Photoshop,
� InDesign,
� Illustrator (FreeHand e Corel Draw) Flash,
� Dreamweaver,
� Premiere,
� AfterEffects,
� SoundBooth,
� SoundForge,
� AutoCad,
� 3D StudioMax
� HTML (basic),
� ActionScript 2.0 (basic),
� CSS,
� XML.
Remunera��o: Est�gio Remunerado
Dura��o: 6 meses, com possibilidade de integra��o na equipa

Portanto, e resumindo, esta empresa quer um rec�m-licenciado que saiba
de origem 13 softwares e 4 linguagens de programa��o. Isto � o pa�s em
que vivemos.
N�o me ficando atr�s perante esta p�rola, decidi responder no mesmo estilo.
Eis o que lhes respondi:

Boa noite,
Estou a entrar em contacto para responder ao an�ncio colocado no site
Carga de Trabalhos para a posi��o de estagi�rio em Design.
Chamo-me Andr� Sousa, tenho 25 anos e sou um rec�m licenciado em
Design de Equipamento (Fac. Belas Artes de Lisboa).
Sou extremamente comunicativo, transbordo iniciativa e auto-motiva��o,
estou constantemente orientado para os objectivos como uma b�ssola
para o Norte (magn�tico), sou mais planeado e organizado que o
Secret�rio de Estado de Planeamento e Organiza��o e sou um diamante da
criatividade como j� devem ter percebido e como v�o poder comprovar
nas pr�ximas linhas.
Quanto aos conhecimentos t�cnicos:
Sou um mestre em Adobe Photoshop.
Conhe�o o InDesign por dentro e por fora.
O Illustrator, Freehand, Corel e o Flash s�o os meus brinquedos do dia
a dia, fa�o o que quiser com eles.
Nem me ponham a falar do Dreamweaver, at� de olhos fechados...
Premiere... At� sonho com ele!
AfterEffects tem um lugar especial no meu cora��o.
Fa�o umas coisas bem maradas com o SoundBooth e o SoundForge.
Com o Autocad e o 3d Studio Max at� vos fa�o duvidar dos vossos pr�prios olhos.
Html, Action Script 2.0, CSS e XML s�o as linguagens do meu mundo.
Mas sejamos francos, qualquer estudante de 1� ano sabe de cor e
salteado qualquer um destes 13 softwares e 4 linguagens de
programa��o...
Eu sou um rec�m finalista. E como tal tenho muito mais para oferecer:
Tenho conhecimentos de Cinema 4D, Maya, Blender, Sketch Up e Paint ao
n�vel de guru.
Tenho conhecimentos mega-avan�ados de C+, C, C++, C+ ou -, Java,
JavaScript, Ruby on Rails, Ruby on Skates, MySQL, YourSQL,
Everyone'sSQL, Action Script 3.0, Drama Script 3.0, Comedy Strip 3.0 e
Strip Tease 2.5, Ajax, Vanish Oxi Action, Oracle, Sonasol, XHTML,
Batman e VisualBasic.
Conhe�o o Office todo de tr�s pra frente assim como o Microsoft WC.
Domino o Flex ao n�vel do Bill Gates e mexo no Final Cut Pro melhor
que o Steven Spielberg.
Tenho ainda conhecimentos de grande amplitude em 4 softwares que est�o
a ser desenvolvidos por grandes marcas e tamb�m de 3 outros softwares
que ainda n�o foram inventados.
Falo 17 l�nguas, 5 das quais j� est�o mortas e 6 dialectos de povos
ind�genas por descobrir.
Com estes conhecimentos todos estou super interessado num est�gio
porque acho que ainda tenho muito para aprender e experi�ncia para
ganhar. Espero que ao fim de 6 meses tenha estofo suficiente para
poder fazer parte da vossa equipa e quem sabe lider�-la.
Fico ansiosamente � espera de uma resposta vossa.
Embora tenha uma oportunidade de emprego na NASA e outra no CERN
espero mesmo poder fazer parte da vossa equipa.

Cumprimentos,
A. S.

PS: Com um an�ncio desses, a pedir o que pedem a um rec�m-licenciado,
� uma resposta destas que merecem. Pe�o desculpa se feri
susceptibilidades mas n�o me consegui conter
.

segunda-feira, novembro 16, 2009

sábado, novembro 07, 2009

Este país não é para todos


E não deve ser! Porque a sorte bafeja uns e maltrata outros. Por acaso? Não me parece, depois de tão recente episódio da licenciatura do nosso primeiro ministro, depois de falar com amigos que não vêem equivalências efectuadas,a coisa passa-se cada vez mais assim. Há, efectivamente, quem consiga tirar uma pós-graduação (2004) antes da licenciatura (2005). A verdade, não precisas andar a queimar pestanas, se tiveres a sorte de teres apadrinhamentos, se tiveres boas relações com o governo, se andares perto do poder. Com vara ou sem ela, a coisa rula! A opinião a seguir é da autoria do Miguel Sousa Tavares. Num tempo de chamar os bois pelos nomes e não andar em sapatinhos de lã. Pague-se o bife, mas já agora saboreie-se!
*"O Factor Vara"... Miguel Sousa Tavares**

Toda a 'carreira', se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino travado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra.
Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória.
Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna - em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria a multiplicação de despesa e de "tachos" a distribuir pela "gente de bem" do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços.
E assim acabou - "voluntariamente", como diz o próprio - a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da "segurança". E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica.
Poucos dias após a obtenção do "canudo", o agora dr. Armado Vara viu-se promovido - por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente - ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro.
Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de "sucesso". A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo
dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom "leve".
Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar.
Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!
Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o 'factor Vara' deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos.
P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250 000 euros de indemnização por "ofensas ao seu bom nome". Porque, algures, eu disse o seguinte: "Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico". Aparentemente, o queixoso pensa que por "passado político" eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado "bom nome" lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série - ou se tem ou não se tem.
O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do "bom nome" do sr. Armando Vara. Era o que faltava! Acabei de confirmar no site e está lá, no site institucional do BCP. Vejam bem os anos de licenciatura e de pós-graduação!!!!! :
- Armando António Martins Vara
Dados pessoais:
Data de nascimento: 27 de Março de 1954
Naturalidade: Vinhais - Bragança
Nacionalidade: Portuguesa
Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo
Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008
Mandato em Curso: 2008/2010
Formação e experiência Académica Formação: 2005
- Licenciatura em Relações Internacionais (UNI)
2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE)
http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais//article.jhtml?articleID=217516
<http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais/article.jhtml?articleID=217516>

Extraordinário....
CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha perdido tempo em tachos e no PS !
Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura...
Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo professor da licenciatura, dele e do Eng . Sócrates... e viva o BCP e o seu "bom nome" !!!Era o que faltava!

sexta-feira, novembro 06, 2009

O sucesso na reconversão de um avc



A fonte da Lucinha veio daqui e é importante, na medida em que, aos sobreviventes de um avc convém sair do acidente com o menos de danos possíveis. Tudo isso depende da rapidez e eficiência com que se atende o paciente em questão. Para aceder á página da Lúcia, a referência é Só quero ser.
É importante a divulgação e a Psicologia, auxiliada pelo modelo de Saúde Preventiva, a par da Neurologia e outras disciplinas que visam o mesmo estudo, vêem aqui o seu papel activo através da prevenção primária...
Se o futuro paciente ou familiar do mesmo conhecer os sinais e sintomas associados a este acidente vascular cerebral, poderá actuar em tempo útil e, tempo é fundamental neste processo, porque depois, depois acarreta outro tipo de terapia e limitações à vida.