segunda-feira, maio 14, 2012

Só pra historiar.: 124 ANOS DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA NO BRASIL.

Só pra historiar.: 124 ANOS DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA NO BRASIL.: Castigo no Pelourinho - Debret. Compartilho aqui, com um dia de atraso, um pequeno texto feito por um colega de profissão Luís Carl...

quinta-feira, maio 10, 2012

A demonstração - TSF

A demonstração - TSF
Fica aqui demonstrado que do golpe promocional do Pingo Doce em dia de trabalhador não é um golpe promocional mas a "virtude" de não se querer demonstrar. Ou o contrário?
Fiquei confusa! Açaimem-me os dedos!

domingo, maio 06, 2012

segunda-feira, abril 23, 2012

Da ideologia do medo



A ideologia do medo tem um nome mas não é nada virtuoso, nada aproximado sequer a ideologia, porque esse vocábulo foi criado para causas nobres. A ideologia da existência ou do ser-se humano está agora transfigurado numa coisa viscosa com que nos amansam e nos decretam leis e nos fazem lamber o chão dos corredores do poder.
Podia ser um filme de terror mas é pior, porque já se tornou a nossa religião, dentro das coisas possíveis e reais: O medo.

domingo, abril 22, 2012

Pau mandado



...e a terraplanagem dos direitos dos trabalhadores.
Subscrevo.

sexta-feira, abril 20, 2012

Sim, sra. Juíza


Numa clara tentativa de desacerto de qualquer democracia, a Es.Col.A foi despejada da Fontinha, com placas de aço e cordão policial ao jeito do farwest americano, e seguir-se ão novos desacertos ou não estivesse-mos a lidar com gente que sabe bem o que quer e tem legitimidade nos argumentos. Haja vergonha e lucidez da parte da Câmara do Porto!
Desta feita na voz de uma norueguesa que se demitiu da sua nacionalidade, Eva Joly, juíza e candidata à presidência de França.
Contabilizando, temos Sarkozy, conhecido como o radical de direita que obrigou as árabes a largarem a burka sob pena de prisão, Hollande, também chamado de candidato "normal - izado", socialista centrista que não cria grandes expectativas, não apaixonando a opinião pública, porém se colocando a jeito como alvo para os desagradados menos conservadores de Sarkozy, Eva Farseth norueguesa com discurso que em muito se assemelha ao já vigorante (para quem é dos Verdes), radical e intolerante, sem ser inflamado, talvez por estar na menopausa e por fim, the last but not the least, o cavalheiro da ala mais radical da esquerda socialista, Meléchon.
Em termos de (des)emprego, não obstante os picos flutuados que vamos recebendo de estatística, a emigração continua a ser um óptimo funil para quem quer abrir-se a novas perspectivas. Agora Bruxelas a oferecer oito mil vagas para portugueses. Soube, contudo, que a Alemanha e a França foram a correr levar umas cartinhas com selo presidencial à União Europeia: querem travar, com chancela, as fronteiras, para poderem controlar os fluxos (e)migratórios. Quem disser que o ser humano não é xenófobo mente. E assim vai o mundo. Não fosse o Sá Pinto, o Insúa e o Capel a salvarem a noite de ontem, a coisa mantinha-se cinzenta e molhada. Abriguem-se, porque virá mais chumbo!

quinta-feira, abril 19, 2012

quarta-feira, abril 18, 2012

terça-feira, abril 17, 2012

Rei morto, rei posto



Mais sobre a monarquia espanhola, supostamente o que já se sabia desde 2006 a vir a lume romper com o aparente véu do sangue imaculado azul e nobre - nos valores e rectidão, cof cof - que súbditos nenhuns gostam de ver manchado. Afinal, o cristal virou cacos aquando da cimeira onde Zapatero falava, Chávez, discordando, interferiu no discurso do mesmo e Juan Carlos, o monarca, apontando com o dedo a Chávez, inicialmente e, como este não se tivesse deixado intimidar pelo dedo de júpiter do monarca, disse alto e bom som: Porque no te callas?, que deve ser discurso que treinou com os príncipes herdeiros, seus filhos e descendentes, surpreendeu tudo e todos e correu mundo. Uma falta de polidez, de sensibilidade e de espírito democrático. 
Os valores rareiam mas dos monarcas esperamos a patine, ao menos isso.
Agora, ver um monarca sorrindo orgulhoso do tr(i)unfo de ter arrancado dentes de marfim a um elefante ou de sabê-lo habitué a matar búfalos aos pares, a coisa agrava.
Venha o próximo monarca, ou acabe-se com a monarquia (que é uma máquina de despesismo) dizem os espanhóis, não precisamos de rei e este ficará na história pelos piores motivos.






segunda-feira, abril 16, 2012

Oposição precisa-se

Oposição precisa-se | iOnline




E é isto. Sem oposição que nos valha e sem coragem que nos sustente os ideais, andamos e aguardamos melhores dias. Enquanto isso, o governo soma e segue, implantando mais medidas restritivas para o povo.
Tomás Vasques do Ionline. Ele que se segure, eis o que me apraz dizer..

sábado, abril 14, 2012

Como vai este país....


Diga à gente, diga à gente, como vai este país!

Crime, dizem eles.


De ditaduras galopantes.
Se ainda não foi previsto na lei, com certeza em breve o será a julgar pelo que está a acontecer em Espanha.
Punição a quem convocar ou divulgar "tumultos", vulgo manifestações via internet.
A censura a romper sem vergonha.

quinta-feira, abril 12, 2012

Moralidades perversas, Vicenç Navarro




Artículo publicado por Vicenç Navarro en el diario digital EL PLURAL, 9 de abril de 2012
Este artículo critica la falta de credibilidad y dualidad moral que presenta el gobierno alemán en su comportamiento y crítica hacia Grecia y su deuda pública.
Una de las motivaciones que han definido las políticas de austeridad impuestas por el gobierno alemán de la canciller Angela Merkel a Grecia ha sido la de penalizar a este país por su comportamiento, considerado por tal canciller como irresponsable, al vivir por encima de sus posibilidades, con un Estado supuestamente derrochador, atributos de una sociedad enferma e inmoral. La mentalidad que hay que “castigar a Grecia” ha sido dominante en el establishment financiero, económico y político alemán, reproducido a través de sus medios de información de mayor difusión, que contienen, todos ellos, artículos, reportajes y páginas de opinión claramente anti-Grecia, reproduciendo estereotipos insultantes para la mayoría de las clases populares de aquel país. El griego “vago” y “dependiente del Estado” financiado por la ayuda alemana través de fondos públicos alemanes, se ha convertido en una imagen muy común de los medios alemanes con mayor capacidad de persuasión entre su población. Invito al lector que no se crea lo que estoy diciendo a que ojee los diarios alemanes de mayor tiraje y busque artículos que hagan referencia a Grecia, y verán que raramente aparecen imágenes o narrativas que sean mínimamente objetivas o equilibradas en su reportaje. La gran mayoría de artículos son condenatorios del Estado griego y de su población.
En esta actitud alemana hacia Grecia hay varios problemas graves, resultado de una enorme ignorancia por parte de la canciller Merkel y del establishment alemán, no sólo de la propia historia de Alemania, sino también de la de Europa. Vayamos por partes. La primera ignorancia es desconocer las terribles consecuencias de querer penalizar a todo un país por su comportamiento supuestamente inmoral. Alemania es un ejemplo de ello. El Tratado de Versalles, firmado el 28 de Junio de 1919, era el Tratado de Paz que terminaba con la Primera Guerra Mundial. Los vencedores de aquel conflicto, Francia, Gran Bretaña y EEUU, impusieron un castigo a Alemania, perdedora de aquella guerra, castigo que tenía como objetivo penalizar al pueblo alemán por su responsabilidad en haber causado la I Guerra Mundial. Con aquella penalización se intentaba prevenir que Alemania causara en el futuro otra guerra. Como dijo el Primer Ministro francés Georges Clemenceau, el objetivo central de las enormes sanciones impuestas al pueblo alemán era prevenir una II Guerra Mundial. La historia, sin embargo, mostró el enorme error de aquellas políticas de sanciones encaminadas a penalizar el comportamiento considerado inmoral de un país. La Segunda Guerra Mundial siguió a la Primera, y en cierta manera, la II Guerra Mundial era una respuesta a la política de sanciones firmada en Versalles en 1919. En realidad, el economista Keynes, de Gran Bretaña, que había dimitido de la delegación británica en Versalles por su desacuerdo con aquellas políticas sancionadoras que iban a aprobarse en el llamado Tratado de Paz, había ya alertado que aquellas sanciones empeorarían todavía más la situación alemana, creando las condiciones para que apareciese un movimiento de protesta, canalizado por el nazismo, tal com oocurrió. Lo que Keynes aconsejó al Primer Ministro británico Lloyd George, fue lo que se hizo después de la II Guerra Mundial (y que se tenía que haber hecho después de la I Guerra Mundial): perdonarle a Alemania más de la mitad de la deuda pública, deuda que Alemania, debía a los vencedores (que eran los mismos que ganaron la Primera Guerra Mundial), a fin de ayudar a la reconstrucción de aquel país. Detrás de tales medidas había el acertado supuesto de que no se podía condenar a todo un pueblo por los errores y malas prácticas políticas y económicas de sus establishments.
¿Penalizando a Grecia por su comportamiento inmoral?
Este supuesto se podría aplicar también a Grecia, país que ha estado gobernado por unos establishments de ultraderecha por la mayoría del tiempo desde el final de la II Guerra mundial. Las políticas corruptas, responsables de unos Estados altamente represivos y con escasa sensibilidad social, fueron realizadas por sus clases dirigentes griegas apoyadas precisamente por las clases dirigentes alemanas. El enorme endeudamiento del Estado griego, basado en parte en la escasez de recursos (generada por un enorme fraude fiscal por parte de los componentes de su clase dirigente) y en unas políticas fiscales enormemente regresivas, con unos gastos militares (aproximadamente el 30% de su presupuesto público) totalmente hiperbólico, se realizó con el apoyo del capital financiero alemán y estadounidense. Es más, la banca Goldman Sachs jugó un papel importante en la creación de la deuda pública, su ocultación y, más tarde, su especulación. El establishment alemán estaba involucrado en las políticas llevadas a cabo en Grecia, que condujeron directamente al mal llamado “problema de la deuda pública griega”. Y la banca alemana fue la que financió la expansión del gasto militar en Grecia (ver mi artículo “Lo que no se dice sobre Grecia”, publicado en mi blog www.vnavarro.org el 28.03.12). ¿Dónde está la crítica de la supuesta moralista Angela Merkel de los banqueros de su país, que se beneficiaron enormemente del comportamiento irresponsable e inmoral de la clase dirigente griega? Y, ¿cómo es que la prensa del establishment alemán está tan silenciosa sobre el papel central que el capital financiero, incluido el alemán, jugó en crear “la crisis de la deuda pública griega”? El pueblo griego no se benefició de aquellas políticas. Fue la burguesía financiera alemana la que se benefició.
No es, pues, Alemania versus Grecia el mayor conflicto actual. Ni Alemania ayuda a Grecia, ni Grecia es corrupta e inmoral. Debe conocerse que dentro de cada país hay clases sociales con intereses distintos, e incluso contrapuestos. Lo que se llamaba antes la burguesía financiera alemana jugó un papel clave en la creación del problema de la deuda pública griega, lo cual hizo con la activa colaboración de la burguesía griega, corrupta, reaccionaria y represiva, perjudicando así tanto a las clases populares griegas como a las clases populares alemanas, pues el dominio de la burguesía financiera sobre el Estado alemán ha sido responsable de las políticas de bajos salarios y escasa demanda, exportando el capital en lugar de invertirlo en el propio país, Alemania, y así aumentar su demanda doméstica, lo cual hubiera estimulado la economía alemana y a la europea a la vez. De esto sin embargo, apenas se habla en los medios de mayor difusión alemanes y españoles.

segunda-feira, abril 09, 2012

Governo: peça a ser mudada

Inventem-se novas formas de masoquismo.

De miserabilismos estamos pelo goto

E a situação tende a petrificar-se, a cristalizar-se ou a alastrar qual epidemia da cumplicidade e aceitação.
Cruzamos os braços, atirá-mo nos para o chão ou vandalizamos este estado apático?
Enough is enough. Pagamos contas e passamos fome ou o contrário?

terça-feira, abril 03, 2012

Dicas da Lúcia





Sueli Rutkowski é especialista em organização doméstica e vive criando
técnicas novas para facilitar nossa vida. Sueli também é palestrante e
já foi roteirista e apresentadora do quadro “Dicas Incríveis” do
programa Eliana, do SBT.

Conheça alguns segredinhos que Sueli ensina no livro “Dicas Incríveis
– Truques e segredos para facilitar seu dia a dia” (Ed. Master Pop,
159 págs.; R$ 25)

1 – Para aumentar a vida útil de suas flores, coloque nos vasos água
gelada e bicabornato de sódio (na proporção de dois litros de água
para uma colher de café de bicabornato). Acrescente cinco gotas de
água sanitária ou amoníaco, para eliminar fungos. Troque a água a cada
dois dias.

2 – Para evitar que o espelho do banheiro embace, passe sabão em pedra
seco na superfície. Depois, limpe com um pano seco e macio. Essse
truque deve durar por aproximadamente sete dias. Após esse período, é
necessário repetir o procedimento.

3 – Para pendurar facilmente blusas de linha ou de seda, ou com
grandes decotes e pouco ombro, coloque um elástico em cada extremidade
do cabide. Assim, elas não escorregarão.

4 – Como o uso, blusas de lã, linho e acrílico laceiam muito. Para
recuperar os punhos esgarçados, mergulhe-os em água quente e seque com
o secador de cabelo, com o ar bem quente. Eles voltarão ao tamanho
normal.

5 – Se você lavou uma peça de roupa de lá, linha ou acrílico e ela
encolheu, não se desespere. Deixe a peça de molho em um recipiente com
água e xampu. Ela voltará ao tamanho normal.

6 – Para retirar fiapos de cor clara de casacos, ternos, blusas e
camisas escuros, use uma esponja de lavar louça. Passe o lado macio da
esponja na peça e os fiapos ficarão grudados nela. Limpe-a antes de
usar novamente. Dica: Deixe a esponja na lavanderia e use-a antes de
passar as roupas.

7 – Para nós de cadarço difíceis de desatar: coloque um pouco de amido
de milho em cima deles. Os nós irão se desfazer com facilidade.

8  - O zíper emperrou? Passe grafite de lápis em toda a sua extensão
que ele irá deslizar facilmente.

9 – Está com cólica ou sentindo frio e não tem bolsa térmica em casa?
Improvise com uma garrafa pet! E só encher  a garrafa com água
aquecida. Ela também vira um ótimo massageador de pés. Basta colocar a
garrafa sob seus pés e rolá-la de um lado para o outro.

10 – Após lavar as louças, a esponja pode ser um foco de bactérias.
Após usá-la, lave-a bem e leve-a ainda úmida ao micro-ondas, em cima
de um prato de porcelana ou um refratário de vidro. Aqueça por um
minuto, em potência alta. Isso acaba com as bactérias. E lembre-se que
a esponja deve ser trocada semanalmente.

11 – Para deixar a casa mais cheirosa, borrife um pouco de uma
essência de sua preferência em uma lâmpada de abajur, ainda desligada.
Ligue o abajur. Quando a lâmpada aquecer, ela irá exalar um aroma
agradável.
12 – Seu cachorro fez xixi no sofá, almofada ou tapete? Aplique
bicabornato de sódio no local e deixe descansar por 30 minutos.
Depois, aspire ou escove bem e o cheiro sairá.
13 – Seus óculos estão engordurados? Basta aplicar um pouco de vinagre
branco e secar com papel toalha que eles ficarão limpinhos.

14 – Para desentupir a pia, coloque duas colheres de sopa de
bicabornato de sódio no ralo. Depeje em seguida um copo de água
fervente. O ideal é fazer esse procedimento à noite, após o jantar,
quando a pia não é tão utilizada.

15 – Para eliminar a poeira do piso, envolva a vassoura com uma meia
de seda. A poeira adere à meia sem fazer mais pó. Use meia de seda
também para limpar móveis e outras superfícies.

segunda-feira, abril 02, 2012

Mais deste país tuga...




Fabriquemos um Zé do Telhado. Antes da emigração consumada.




segunda-feira, março 26, 2012

sábado, março 24, 2012

sexta-feira, março 23, 2012

De intolerância crescente

Fertilizem estes acontecimentos e verão onde estaremos em breve.
A PSP no seu pior.










LISBOA HOJE !!!! Patrícia Melo, fotojornalista portuguesa da AFP, agredida hoje por um agente policial durante a greve geral, em Lisboa. (Hugo Correia/Reuters)
Também o jornalista da agência Lusa José Sena Goulão, que se encontrava no local a fazer a cobertura do acontecimento, foi agredido por um elemento da PSP. Já no chão o repórter fotográfico identificou-se como jornalista e continuou a ser agredido, necessitando de assistência hospitalar. 

quarta-feira, março 21, 2012

Do berço...punk is not daddy

Hoje regista-se o dia da chegada da Primavera, o dia mundial da poesia,
e a continuação do que era ontem, na esperança do que vai ser amanhã.
E aqui, neste berço,  as coisas sucedem-se todos os dias.


domingo, março 18, 2012

Mais PSP's na rua, esquadras fecham...

Governo prepara-se para fechar esquadras da PSP em Lisboa e Porto.
Esquadras com poucas queixas em Lisboa e Porto vão fechar para aumentar policiamento de rua ...

O video aqui.


quinta-feira, março 15, 2012

quarta-feira, março 14, 2012

MEE, o novo ditador europeu


Uma imunidade jurídica e decisiva que lhes atribui legalidade para a ditadura económica.

Vai uma evasãozita?

Da Tugolândia com créditos aqui

domingo, março 11, 2012

Novas ideologias ou reestruturação das velhas?







De um camarada a tantos outros camaradas que começam a perder identificação com ideologias "alteradas". Chegou-me por email esta reflexão do primo mais vermelho que tenho. Domingos Guedes

Passo adiante

Há já uns dias que vinha cozinhando estas palavras. Há já uns tempos que elas dançavam desordenadamente, experimentando acoplar-se umas com as outras, sem que se dessem devidamente entendido. Por isso, por ser uma situação demasiado dura e triste, houve que ter paciência para que, naturalmente, se fossem organizando. E claro, deixar que as influências externas jogassem o seu papel. Neste caso, a hipocrisia e inesgotável estupidez das declarações do Bernardino Soares sobre a mais recente traição do PCP aos que temos votado neles (sempre, ou nas últimas ocasiões): diz ele que a questão da adoção por casais homossexuais ainda não foi “suficientemente debatida e sedimentada na sociedade”, tendo portanto o PCP optado por impor à sua bancada parlamentar uma dita “prudência construtiva”. Ainda tem os “frutos do tomateiro” de dizer que o seu voto “não significa uma posição de rejeição, mas expressa apenas a necessidade de prosseguir o debate, o esclarecimento sobre a questão”. Que tal? O que vos parece?
Para quem não tem estado informado a 100% (cada vez mais difícil, que digamos), os dois projetos-lei apresentados na Assembleia da República que visavam acabar com esta a discriminação dos casais do mesmo sexo (que podem casar mas não adotar), um do BE e outro do PEV, foram chumbados. Votaram Contra: maioria do PSD, maioria do CDS, 9 deputados do PS e TODOS os deputados do PCP, incluindo os jovens e as jovens estrelas vermelhas recém-saídas da JCP, conhecida pelas suas posturas irreverentes noutros aspetos da vida (estão a favor da despenalização do consumo de drogas leves, mas não de que eu um dia possa adotar os meus sobrinhos, ainda que repitam que a adoção é o direito das crianças serem adotadas…).
Nestas condições, em que um partido de esquerda vota ao lado dos mais rançosos e conservadores do parlamento, e contra ideias que combatem uma injustiça social (quer para os casais de pessoas do mesmo sexo quer para as crianças que poderiam ser adotadas por estes, como os seus mais próximos familiares), e que, sobretudo, se fecha e cala quando questionado sobre essa tremenda incoerência e profunda traição a um setor do seu próprio eleitorado, torna-se insustentável a defesa e apoio que lhe tenho vindo a dar, quer desde Os Verdes quer como cidadão livre e “independente”.
Muitas e muitos dos que leem este texto estiveram comigo n’Os Verdes, outros estiveram mesmo na JCP. Ao longo dos últimos anos cri importante reforçar o apoio à CDU como única alternativa à apatia e destruição do estado social impostos e ditados em Portugal. Dessa forma, entrei mesmo na candidatura desta coligação, desde Os Verdes, à Assembleia de Freguesia de Ermesinde.
Pois é. Neste momento, e depois de partilhado o desgosto com muit@s de vós, sinto-me traído politicamente e OE (órfão de esquerda) ao mesmo tempo. Não temos, em Portugal, alternativa, na esquerda existente. Escuso voltar a comentar a experiência Salvaterra, por si demasiado traumatizante: mostrou que o BE é casa-comum de pessoas interessantes (que tive a sorte de conhecer) com outras muitas oportunistas e possuidoras duma ética muito pouco de esquerda e muito de individualista-personalista. Apesar do interessantes que são algumas pessoas, algumas delas deputadas e deputados nesta ou na anterior legislatura, acho que o vergonhoso apoio ao grupo que governa Salvaterra rasgou toda e qualquer possibilidade de apoio. E o apoio à Guerra da Líbia, idem vergonhoso… Pelo que, como tenho dito nos últimos anos, o BE está fora de questão. Tanto este partido, como o PCP, como Os Verdes (cri cri, quem são e onde andam?!) necessitam uma urgente renovação, sobre tudo de atualização e de reaproximação aos coletivos marginados social e economicamente da nossa sociedade. E, já agora, às pessoas que ainda se consideram de esquerda… A elitização da carreira de político é, desde logo, um grave problema da esquerda portuguesa.
Neste sentido, espero que entre os que ainda temos alguma ilusão possamos refundar a esquerda portuguesa. Não de hoje para amanhã, que as coisas repentinas e rápidas não têm solidez para se manterem no tempo. O que proponho, desde Bastavales, é que vamos discutindo, por e-mail e em pessoa sempre que possível, ideias e formas de ação. Se alguém se anima a criar um novo partido, ou movimento, de esquerda progressista, ecologista, pacifista, feminista, que defenda os direitos adquiridos e lute contra todas as formas de discriminação, aqui estamos. Nada de personalismos, nada de sectarismos, nada de elitismos.
Desde já, agradeço toda e qualquer colaboração. Desde logo não me proponho, desde a emigração, ser presidente nem primeiro ministro de nada, simplesmente quero contribuir com o meu grãozinho de areia para mudar algo, para abalar as consciências, para resgatar as brilhantes mentes dos amigos e amigas que ainda tenho no “retângulo à beira mar plantado”.
Abraços e beijos.




terça-feira, janeiro 24, 2012

No limiar da intolerância

Sopas e afins.
Nota de Pilar do Campo, partilhada.




Asesinar presidentes: tolerable.
Invadir países: tolerable.
Guantánamo: tolerable.
Bajar música: inadmisible.

Manipular la historia: tolerable.
Envenenar los cultivos: tolerable.
Condicionar la opinión pública: tolerable.
Criminalizar las luchas sociales: tolerable.
Envenenar el agua: tolerable.
Manipular el clima y la atmósfera: tolerable.
Compartir información con derecho de autor: inadmisible.

Convertir la salud en negocio: tolerable.
Comprar justicia: tolerable.
Explotar niños y comunidades enteras: tolerable.
Controlar las riquezas: tolerable.
Introducir enfermedades fabricadas en laboratorios: tolerable.
Ocultar información sobre exopolítica: tolerable.
Proteger a los bancos a toda costa: tolerable.
Endeudar al mundo con dinero falso: tolerable.
Destruir hectáreas de naturaleza virgen: tolerable.
Monopolizar los recursos: tolerable.
Controlar tu privacidad: tolerable.
Suprimir la libre expresión: tolerable.
Permitir el abuso policíaco: tolerable.
Fingir una guerra en contra del mercado de las drogas del que participan ampliamente: tolerable.
Permitir el abuso contra los animales: tolerable.
Bajar una película: inadmisible!